Eterno pra você: [Capitulo 5]


Sinopse: Como superar a perda? Isso é tudo o que Melissa Braga gostaria de saber. Devastada com a morte de seu namorado, Lucas, em um acidente trágico, ela não sabe como prosseguir com sua vida. Tudo parece fazê-la lembrá-lo. O seu terceiro ano do colégio começa e aparentemente, ninguém mais quer se aproximar dela a não ser Jessie, o intercambista londrino, que parece conhecer de todas as artimanhas para fazê-la ficar apaixonada por ele. Mas Melissa ainda ama Lucas. Ela deve se prender a Lucas ou deixá-lo ir embora de sua vida?

-- Capitulo 5 --

Era assustador imaginar em como Jessie havia conseguido seu telefone. Seduzido a moça da secretaria? Ou simplesmente roubando o conteúdo de sua ficha escolar? Eles se encontraram numa cafeteria que ficava ali perto. Pararam na porta e cumprimentaram, mais uma vez Melissa sentiu o formigamento mas fingiu que aquilo nem existira. Eles entraram e pararam no balcão.

[Melissa] Um Moca Mix com Chantilly e cobertura de chocolate.
[Jessie] Um capuccino simples com chantilly e cookies de aveia.

Eles esperam por um minuto e logo seus pedidos já estão prontos para serem levados. Gentilmente, Jessie carregou a bandeja até o andar de cima. Eles se sentaram em uma mesa que tinha uma janela que dava a vista para a praia do Arpoador. Uma lugar bonito e aconchegante.

[Melissa] Obrigado por me convidar para esse passeio. Estava mesmo precisando espairecer.
[Jessie] Você ainda não me contou o motivo de estar precisando espairecer...
[Melissa] Desculpe-me, mas preciso ouvir: Como conseguiu meu telefone?
[Jessie] Uma garota simpática chamada Paula.
[Melissa] Minha melhor-amiga. Aliás, mesmo que ela tenha ficado comigo assim que cheguei. Aparentemente me abandonou pelo resto do dia. Acho que cedeu ás provocações de Anjo da Morte. Não sei, não quis ser chamada pela galera de corvo de cemitério.
[Jessie] Então acho que ela me deu seu telefone esperando que eu fosse algum maníaco ou psicopata, não é?
[Melissa] Acho que sim. Mas ela errou, não foi?
[Jessie] Deve ser. [Ele ironiza]
[Melissa] O outro motivo é meu namorado ter morrido num acidente trágico. Eu estava lá e não morri, por isso que me chamam de Anjo da Morte. Eu... [Respira fundo] Isso é tão cruel, faz eu sentir-me a culpada por ele ter morrido.
[Jessie] Oh meu Deus, Melissa. Isso é terrível!
[Melissa] Eu... Sei.
[Jessie] Mesmo não tendo conhecido seu namorado, sei que o amava. Sei que vocês se amavam muito.
[Melissa] Obrigada. [Melissa se recompõe]

Eles passam uma tarde agradável conversando sobre Londres e outras viagens que são imperdíveis para depois do encerramento do colegial. Falam sobre café, capuccino, Mc Donald’s, livros, internet. Praticamente tudo. Já está anoitecendo quando Melissa se dá conta da hora.

[Melissa] Nossa! Nós temos de ir!
[Jessie] Nem reparei, passou tão rápido!

Eles descem e se encontram novamente do lado de fora. Se cumprimentam mais uma vez, dessa vez é um cumprimento mais caloroso. Um pouco menos formal.

[Melissa] Muito obrigada, mesmo. Você me tirou de uma fossa, estou bem mais feliz agora. Me diverti muito.
[Jessie] Eu também.

Ela ajeita a bolsa no ombro e olha para ele que se concentra em seus olhos. Jessie toca em suas mãos e Melissa sente o formigamento voltando, desta vez forte demais para ser ignorado. Ele vai aproximando cada vez o seu rosto do dela. E quando está quase tocando seus lábios.

[Melissa] Acho melhor pararmos por aqui.

Eles se recompõem, desconcertados. Jessie ainda mais que Melissa. Ele se sente tão sujo e tão traidor para com o ex-namorado de Melissa. Tão envergonhado ele fica que pega o primeiro táxi que encontra e se despede com um pequeno aceno de mão, sem dizer absolutamente nada.

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